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Mindfulness contribui nas relações e produtividade nas empresas

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Longas jornadas de trabalho, cobranças e diferentes personalidades em um mesmo ambiente tornam a tarefa de ser mais produtivo e sociável cada vez mais difícil

Normalmente passamos a maior parte do dia no nosso ambiente de trabalho, lidando com pressão, prazos, comportamentos diferentes dos nossos e tentando conciliar tudo isso com a nossa vida pessoal.

Constantemente somos cobrados para sermos mais produtivos, criativos e focados, mas nem sempre temos as ferramentas necessárias para alcançarmos essas metas. É realmente exaustivo e muitas vezes frustrante!

Academia, terapia, cursos, coach, yoga, relaxamento, quick massage… A lista de atividades para tentarmos “descomprimir” e encararmos da melhor forma possível o mundo corporativo é extensa! Você deve estar se perguntando por que deve tentar praticar Mindfulness, já que sua lista de recursos alternativos já não está pequena. Nós explicamos:

Existem cada vez mais estudos científicos e experimentos bem-sucedidos sobre o tema, e os resultados são animadores: mindfulness pode influenciar positivamente tanto o bem-estar e a qualidade de vida de líderes e colaboradores como melhorar as relações interpessoais, o desempenho, a liderança colaborativa e o senso de propósito profissional.

 Em resumo, um líder ou colaborador que pratica mindfulness regularmente desenvolve características cada vez mais valorizadas nos dias de hoje, como a atenção mais focada, capacidade de auto-observação, resiliência, conexão empática com os colegas de trabalho e flexibilidade psicológica.

3 dicas para não perder o foco no trabalho

1) Fazer uma pequena pausa antes de começar uma tarefa ou atividade.  Isso nos ajuda a preparar o foco de atenção para entrar na tarefa e nos serve de lembrete sobre a intenção de mantermos o foco e a atenção plena durante toda a atividade, sabendo que existe uma tendência à desatenção e se preparando também para eventuais interrupções. Essa pequena pausa pode ser uma “microprática” de mindfulness (ao final do texto, apresento uma sugestão de microprática);

2) Evitar o multitarefa. Como vimos, fazer várias tarefas ao mesmo tempo nos faz perder produtividade. Uma maneira de evitar o multitarefa é priorizar as tarefas do dia (fazendo uma lista, por exemplo), prevendo um tempo reservado para cada uma delas. Em geral, se preconiza que as atividades que requeiram mais tempo ou mais foco sejam as primeiras da lista;

3) Evitar interrupções. Como vimos, as interrupções também prejudicam o nosso rendimento no trabalho. Uma maneira de fazer isso é definir horários específicos para responder e-mails ou mensagem, para que não tenhamos que parar uma tarefa ou atividade para fazermos isso. Em geral, os finais de períodos são os melhores momentos para respondermos aos e-mails e mensagens, pois usamos o início de cada período de trabalho nas atividades que exigem mais foco e atenção, quando estamos mais descansados.

 

Melhore o desempenho em reuniões e evite conflitos – Como “ouvir” e “falar” com atenção plena

Aplicar mindfulness ao que ouvimos e falamos possibilita checar o que realmente compreendemos da comunicação verbal e não-verbal. Vejamos alguns exercícios e dicas:

AO OUVIR

  • Ouça com os “ouvidos” e não com a “boca”, ou seja, escute o outro sem interrompê-lo, e com “expressões corporais” que indiquem sua presença (olhar para a pessoa enquanto ouve, por exemplo).

Isso envolve deixar de lado o impulso de pensar em respostas enquanto o outro fala, ou seja, seria simplesmente ouvir e demonstrar com o corpo que estamos ouvindo.

Parece óbvio, mas é comum estarmos pensando em outros temas ou nas respostas que vamos dar, com a mente viajando por aí no piloto automático durante as conversas nas reuniões. Ou ainda pior, é frequente interrompermos as pessoas antes que elas finalizem o que tinham para nos falar.

  • Após escutar, cheque o que você realmente “escutou”, ou seja, dê um feedback à pessoa sobre o que você compreendeu, e verifique se o que você entendeu corresponde ao que a pessoa queria lhe contar.

Tome um tempinho nesse passo fundamental, pois além de demonstrar que você estava atento à conversa, permite prevenir “mal-entendidos”, que são a base de uma comunicação ruim.

AO FALAR

  • Se possível faça uma pausa breve para perceber como você está naquele momento, ou seja, se há alguma emoção presente que possa influenciar ou atrapalhar a maneira de se expressar.

Raiva, euforia, ou tristeza são alguns exemplos de estados mentais que podem levar a uma comunicação ruim e pouco empática.

Em especial, se soubermos que vamos ter uma conversa “difícil”, uma prática de 3 passos de mindfulness, breve, um pouco antes pode nos ajudar.

  • Observe se o conteúdo é realmente necessário, e se condiz com o tema daquela conversa específica, o que chamamos de fala “assertiva”. Além, claro, de falar no tempo correto, abrindo espaço para o outro.

Benefícios gerais do Mindfulness no mundo corporativo

A aplicação de mindfulness no ambiente laboral de empresas e organizações públicas tem ganho cada vez mais interesse de líderes e colaboradores, com benefícios amplos, incluindo aspectos de liderança, criatividade e prevenção do burnout (esgotamento profissional). Podemos citar:

  • Redução e prevenção de estresse relacionado ao trabalho e de outros riscos psicossociais (por exemplo, esgotamento laboral ou burnout, assédio moral ou mobbing);
  • Aumento da satisfação no trabalho e melhora do ambiente laboral;
  • Maior rendimento e criatividade no trabalho;
  • Melhora da empatia e habilidades relacionais e de comunicação com clientes, e entre líderes e colaboradores;

Referências:

  • http://drmarcelodemarzo.com/3-dicas-de-mindfulness-para-quem-deseja-ter-mais-foco-no-trabalho/
  • http://drmarcelodemarzo.com/como-a-atencao-plena-pode-ajudar-no-ambiente-de-trabalho/
  • http://drmarcelodemarzo.com/beneficios-da-pratica-de-mindfulness-para-a-saude-educacao-e-organizacoes/
  • http://drmarcelodemarzo.com/atencao-plena-pode-melhorarsuasreunioes-de-trabalho-aprenda-como/

Sobre: Marcelo Demarzo é médico especialista em Mindfulness com treinamento na Inglaterra (Instituto Breathworks e Oxford Mindfulness Center – Universidade de Oxford), e nos EUA (Center for Mindfulness in Medicine, Health Care, and Society – University of Massachussetts) com Jon Kabat-Zinn e Saki Santorelli. Fez pós-doutorado em Mindfulness e Promoção da Saúde pela Universidad de Zaragoza (Espanha). É fundador e coordenador do Mente Aberta – Centro Brasileiro de Mindfulness e Promoção da Saúde, referência nacional e internacional nos programas a pesquisas sobre Mindfulness. Junto com o Professor Javier Garcia Campayo (Universidade de Zaragoza), desenvolveu a Terapia da Compaixão Baseada em Estilos de Apego.


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