Home Bem-estar Saúde Neurocientista explica variações no cérebro de pessoas com transtorno bipolar

Neurocientista explica variações no cérebro de pessoas com transtorno bipolar

5 min de leitura
0
0

A oscilação entre períodos de depressão e de euforia (mania) é uma das características mais marcantes do Transtorno Bipolar.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), atinge atualmente cerca de 140 milhões de pessoas no mundo (homens e mulheres), a maioria jovens com idade entre 15 e 25 anos com pré-disposição genética ou que estiveram em situações de estresse crônico ou elevado.

Segundo o neurocientista Nicolas Cesar, essa alteração de humor excessiva que reflete diretamente no comportamento e atitudes do paciente, é provocada por diferenças anatômicas e funcionais em diversas regiões do cérebro, que agem em conjunto para conectar experiências emocionais (amígdala, hipocampo, hipotálamo), senso de self (individualidade – ínsula), e a capacidade de raciocínio, tomada de decisões e comportamento social (córtex pré-frontal).

A fase da depressão geralmente está relacionada com a redução de algumas áreas cerebrais, causando falta de energia (vitalidade), prejuízos à memória e capacidade de concentração, além de promover sensações corporais, como o esgotamento, que impactam negativamente o nosso senso de self (nossa autoconsciência) e um desequilíbrio das funções vitais, gerando até perda de apetite e impulso sexual”, diz Nicolas.

As crises podem se manifestar em episódios frequentes de humor deprimido, tristeza profunda, redução significativa da libido, dificuldade de concentração e cansaço, alternados com fases de comportamento agressivo ou promíscuo, mania de grandeza, compulsão para falar, e de maiores demonstrações de afeto do que o habitual.

Nicolas afirma que, depois do terceiro ou quarto episódio, gatilhos podem não ser mais necessários para desencadear um episódio, que tendem a apresentar maiores períodos de remissão conforme a idade avança, mas as crises podem durar mais tempo em contrapartida.

O transtorno bipolar não tem cura, mas pode ser controlado, com o uso de medicamentos, psicoterapia em conjunto com a melhora na qualidade de vida, que inclui uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos. Caso o paciente não busque ajuda, há grande possibilidade de procurar alívio em vícios e até mesmo, em crises depressivas mais intensas, levar ao suicídio.

Para saber mais sobre o neurocientista Nicolas Cesar, acesse o Instagram: @nicaolasneuro

Sobre Nicolas Cesar
Formado em Ciência e Tecnologia, e Neurociência, palestrante, autor do livro “Neurociente – Por que algumas pessoas são mais felizes que outras”, professor dos cursos online “Neurociência no dia a dia” e “Neuroeducação”. Também do curso acadêmico de Pós-Graduação em Neurolearning. Atualmente participa de uma de linha de pesquisa em percepção de tempo no Laboratório de Cognição Humana da UFABC


Publicidade


Carregar mais posts relacionados
Carregar mais em Saúde

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja Também

5 informações sobre o seu cérebro para turbinar a sua memória

É fato que muito daquilo que somos é também definido pelos nossos hábitos e, uma mudança b…