Mudanças Bruscas de Temperatura: lavagem nasal diária alivia sintomas de rinite e ressecamento

Veja as opções de higienizadores de acordo com a faixa etária e dicas para uma limpeza sem traumas.

O frio causa gripe? Seu filho parece sempre resfriado quando o tempo muda? A médica otorrinolaringologista, Sofia Borges, esclarece que o frio em si não causa gripe, mas muitas vezes, quando o clima muda, algumas crianças apresentam sintomas semelhantes a um resfriado. Isso é conhecido como rinite vasomotora ou rinite idiopática.

Embora não seja uma alergia nasal, essa condição está presente em mais de 50% dos pacientes com rinite alérgica.

“Esses pacientes, sempre que há variações na temperatura ou umidade, podem manifestar tosse, espirros, nariz entupido, escorrendo, exatamente como se estivessem resfriados. Daí surge o mito de que o frio causa gripe””, ressaltou.

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A rinite vasomotora ou idiopática também pode resultar em secreções nasais. Com a onda de calor acentuado que atinge todo o país este ano, deixando o clima ainda mais seco, esse problema pode se intensificar.

E mesmo para quem não sofre tanto com as alergias, o clima seco e a mudança brusca de temperatura também pode trazer desconfortos como ressecamentos e feridas na parte interna do nariz.

A lavagem nasal com soro fisiológico é um procedimento simples que pode ajudar a aliviar os sintomas e tem sido cada vez mais recomendada por pediatras e otorrinos como procedimento diário de cuidado individual.

A lavagem nasal é um dos procedimentos mais eficazes para hidratar a narina e ainda retirar substâncias nocivas ao organismo, como toxinas poluentes, vírus e bactérias, que costumam provocar alergias.

Assim como escovar os dentes, deveria ser realizada todos os dias como forma de prevenir doenças respiratórias, e até mesmo outras doenças mais graves, como as que podem ser provocadas por inalação de fuligens de queimadas, por exemplo.

Essas partículas podem chegar à corrente sanguínea e prejudicar o aparelho cardiovascular. Quando o clima está seco, a lavagem também ajuda a hidratar as narinas e evitar fissuras por ressecamento.

Na primavera, outro fator que favorece as alergias é o desabrochar das flores, provocando o aumento da quantidade de pólen no ar, fator que, juntamente com a baixa quantidade de chuvas e as mudanças de temperatura comuns nessa época do ano, podem desencadear quadros de alergia.

Nas crianças, rinite alérgica e asma são problemas respiratórios comuns na primavera e podem prejudicar uma boa noite de sono ou aumentar a irritação dos pequenos durante o dia.

Para tentar evitar a entrada de micro-organismos como vírus, bactérias, fungos e substâncias alergênicas no aparelho respiratório, que acabam provocando a produção de secreções extras para expulsá-los e geram congestão nasal, cada vez mais os pediatras e otorrinos recomendam a lavagem nasal com soro fisiológico ou uma solução salina caseira.

É um hábito de higiene que deve fazer parte da rotina diária de bebês e crianças e até mesmo dos adultos.

O otorrino-pediatra Ricardo Godinho, explica os benefícios. “A lavagem nasal é uma prática recomendada para melhorar a qualidade de vida de crianças com dificuldade de respirar pelo nariz. Descongestionadas, ela dormem melhor, comem melhor.

É um tratamento com ótima relação custo-benefício, e praticamente não gera efeitos colaterais. Há muitos benefícios”, destaca o especialista, que é autor do “Guia de Orientação para os Pais: Cuidando dos Ouvidos, Nariz e Garganta das Crianças”.

Crianças que ficam resfriadas com maior frequência se beneficiam ainda mais com a lavagem nasal, e devem fazer até duas vezes ao dia – sobretudo quando elas chegam da escola e antes de dormir. As crianças, de uma forma geral, podem adoecer de quatro a dez vezes todos os anos de resfriados.

Nos primeiros quatro anos de vida, principalmente quando entram na escola e passam a ter uma vida social mais intensa, elas podem ter um número maior de infecções respiratórias e resfriados.

O médico lembra que algumas crianças ficam mais congestionadas por viverem em ambientes com alergênicos, como mofo, fumaça de cigarro, ou são crianças com características imunológicas que facilitem a ocorrência de infecções.

“Nelas, a lavagem nasal traz melhora mais rápida também e a higiene pode fazer parte da rotina – como um dos compromissos da criança – de escovar o dente, cuidar do cabelo, tomar banho. Assim, usarão menos medicamentos para o controle dos sintomas associados às rinites”, destaca Godinho.

Quando as crianças precisam fazer uso de corticoides no nariz, a lavagem, inclusive, é recomendada para retirar o excesso de muco e melhorar a absorção do remédio no local.

Dispositivos lúdicos auxiliam as crianças a perder o medo – Muitos pais relatam que desistem de fazer a higiene das narinas porque as crianças choram e têm medo. Um dos maiores causadores desse conflito é o uso de seringas para injeção em vez de dispositivos próprios para a lavagem nasal. Mas a recomendação da higienização nasal vem crescendo tanto que hoje em dia já existem diversas opções, algumas lúdicas e divertidas, que mais se parecem com brinquedos e foram feitas especialmente para as crianças.

Uma delas é o NoseWash, da marca Agpmed, uma seringa para lavagem com opções de 10 ml que pode ser usada em bebês a partir dos três meses e de 20 ml para crianças a partir dos dois anos.

Com personagens como animais, patrulha canina e super-heróis, o dispositivo conquista as crianças e ajuda a diminuir o medo nas primeiras aplicações.

Outra opção para as crianças maiores é a garrafinha NoseWash Max, que permite limpeza com maior volume de soro, até 240 ml e controle de fluxos. E é indicada para crianças a partir dos 3 anos e adultos.


Usar seringas lúdicas como aliadas na hora de conquistar a confiança das crianças é também recomendado pelos especialistas:

“Existem diferentes formas de lavar o nariz e cada criança reage e se adapta de forma individualizada. Existem medidas de lavagem nasal também indicadas para cada faixa etária, mais agradáveis.

Para cada tipo de doença e gravidade de sintomas existe uma maneira de lavar o nariz, que vai ser a mais indicada. Fundamental, algo que perpassa por tudo isso, é que seja feita de forma gentil.

A criança não pode sentir dor, a criança tem que colaborar com o processo, na medida do possível. Ela não pode se sentir desconfortável ao fazer a lavagem”, reforça o otorrino-pediatra Ricardo Godinho.

A fisioterapeuta respiratória Genai Latorre recomenda que a lavagem nasal seja realizada duas vezes ao dia em bebês e crianças que apresentem quadro viral e uma vez naqueles que não possuem problemas, mas que os pais queiram trabalhar a limpeza de maneira preventiva. E orienta:

– A aplicação deve ser realizada sempre com a criança sentada ou em pé, nunca deitada;

– A cabeça deve estar posicionada para frente e levemente inclinada na direção contrária a qual a narina será lavada;

– Durante a lavagem, a criança deve manter a boca aberta;

– Usar sempre soro fisiológico (nunca apenas água);

– É importante que o líquido esteja em temperatura ambiente ou morna, nunca gelada;

– Também não se deve aplicar o conteúdo com força ou rapidez. A pressão do jato deve ser suave e contínua

“Sabemos que lavar o nariz dos pequenos pode ser um desafio. Então, quanto menos traumático for o processo, melhor será o resultado. Contar com um produto lúdico e adaptado para esse momento pode facilitar a vida dos pais e responsáveis e aumentar a aderência ao tratamento por parte das crianças”, comenta a fisioterapeuta Genai Latorre.

Alto volume – As garrafinhas de alto volume alcançam também o interior dos ossos da face. É o único método que consegue lavar de forma eficiente o interior das cavidades nasais e são muito úteis para crianças com sinusite aguda e infecção nasal crônica.

A quantidade de soro fisiológico deve ser adequada ao tamanho do paciente. Para bebês até dois anos, recomenda-se até 5 ml de soro em cada narina. Acima disso, podem ser usados 10ml de soro. A partir de quatro anos e em adultos, o volume deve ser superior a 20ml.

AGPMED – Nascida no Rio de Janeiro há 25 anos, a AGPMED se especializou em fornecer produtos para saúde infantil a empresas da indústria farmacêutica, consultórios médicos e grandes grupos hospitalares. Tornou-se líder de mercado B2B no segmento de abaixadores de língua especiais e espaçadores para inalação no Brasil e exporta para mais de 10 países, como Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha. Seus produtos são aprovados pela Anvisa, no Brasil, e pelo FDA, nos Estados Unidos.

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