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Obesidade associada à asma: um círculo vicioso

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Pesquisa indica que exercício físico para combater obesidade pode ser indicado para asmáticos. 4 de maio é o Dia Mundial da Asma

Obesidade associada à asma: um círculo vicioso

Um estudo clínico controlado e randomizado para um programa de perda de peso com exercício físico acompanhou 55 mulheres com obesidade e asma divididas em dois grupos: um com exercício físico aeróbio e de resistência; e outro com exercícios de alongamento e respiração.

“Tratou-se de um trabalho para avaliar se o exercício físico, além do programa de dieta para a perda de peso, tinha um papel importante. E a conclusão é que ambos os grupos tiveram benefícios tanto nos escores de controle da asma como na perda de peso, mas o grupo com exercício aeróbico teve desempenho ainda melhor”, explica Dr. Marcio Mancini, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo.

De acordo com o estudo, a melhora no grupo que teve dieta e exercício foi acompanhada de evolução positiva na função pulmonar, nos marcadores anti-inflamatórios produzidos pelo tecido adiposo bem como reduções na inflamação sistêmica e na inflamação de vias aéreas.

“Adicionar exercício a um programa de curto prazo de perda de peso deve ser considerada uma estratégia útil para ter um controle clínico da asma em pacientes com obesidade”, conclui Dr. Mancini.

Obesidade e asma, fatores associados

  • Função pulmonar – A presença de gordura abdominal impõe uma restrição à movimentação do diafragma, e o movimento respiratório trabalha contra uma pressão maior.
  • Refluxo – Pacientes com obesidade podem apresentar refluxo gastroesofágico. “Enquanto dorme, a pessoa pode ter refluxo do conteúdo do estômago para o esôfago e sofrer pequenas aspirações, o que pode levar a um aumento da reatividade brônquica e favorecer inflamações e broncoconstrição, que é o que acontece na asma”, explica Dr. Mancini, que também participou do estudo.
  • Reatividade brônquica – o tecido adiposo produz uma substância chamada eotaxina, que é inflamatória e leva à constrição do brônquio, o que favorece a reatividade brônquica.

Círculo vicioso

O corticoide faz parte de um dos tratamentos para controle da asma. “Porém, em alguns casos o uso prolongado de corticoide pode favorecer o aumento de tecido adiposo, a redução de massa muscular, o aumento de apetite, e a perpetuação da obesidade, que vai levar à piora da asma, que por sua vez vai levar a uso de mais corticoide, e o indivíduo acaba entrando num círculo vicioso perpetuando a asma e piorando a obesidade. É muito importante reconhecer quando isso está acontecendo e encaminhar essa pessoa para tratamento”, conclui Dr. Mancini.

 

Sobre a SBEM-SP

A SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo) pratica a defesa da Endocrinologia, em conjunto com outras entidades médicas, e oferece aos seus associados oportunidades de aprimoramento técnico e científico. Consciente de sua responsabilidade social, a SBEM-SP presta consultoria junto à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, no desenvolvimento de estratégias de atendimento e na padronização de procedimentos em Endocrinologia, e divulga ao público orientações básicas sobre as principais moléstias tratadas pelos endocrinologistas.


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