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Fazer e Não-Fazer

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Por Sah Elizabeth

Foto de Massimo Somma, ItáliaA diferença entre fazer e não-fazer é mínima, ao que se pode ver fazer difere-se apenas por um “não”. Mas os resultados de cada uma dessas atitudes são bem grandes, muito mais a longo prazo.

É muito mais fácil optar por não-fazer alguma coisa, ou como dizem, não-fazer nada (o que na verdade seria dizer que se está fazendo algo, já que não fazer nada é o mesmo que fazer algo!). Parece uma espécie de mania ou epidemia não agir, não fazer, não ir, não se mover, isto porque, é muito mais fácil arranjar desculpas para não fazer do que fazer alguma coisa, mínima que seja. O problema é que quando o tempo passa você olha para trás e o que vê? Nada. Claro, foi isso o que você andou “fazendo”. O que você diz? “Mas estava muito cansado para fazer alguma coisa, então preferi… descansar”.

É tão mais prático comprar um bolo pronto do que preparar um, então por que ‘perder tempo’ e ‘me cansar’ preparando um? Se quero mudar o canal: aperto um botão, se quero ir a algum lugar: pego o carro, se estou com fome: peço pizza, se estou com sede: abro uma latinha, se tenho que fazer uma pesquisa: copio da internet, se quero apagar: deleto, se quero distrair: ligo a tevê, se estou com saudade: telefono, se quero sair: espero um convite, se quero amar: torço para que me amem, se quero decidir: vou na sorte, se algo me falta: compro no shopping, se ainda me falta: ganho mais dinheiro, se estou infeliz: não penso no assunto, se já me cansei demais: não faço nada!

As pessoas andam tão cansadas de “não-sei-o-quê” que deixam de fazer tudo aquilo que faria exatamente a diferença fundamental para a felicidade em suas vidas.

Muitas vezes não nos faltam coisas, nem objetos, ou mais valores, mas sim a conquista de um estado de bem-estar que vêm juntamente com a ação em direção à alguma coisa. Somos seres do movimento, fomos feitos para andar, para ir, para nos movermos, para crescermos, e nem sempre as facilidades contemporâneas nos ajudam. O “trabalho” de fazer certas coisas, como preparar um bolo, por exemplo, pode nos trazer aquela sensação de saciedade, da “missão cumprida”, do sentimento de valor que vêm com a consciência de achar-se útil.

Podemos reduzir sim, muito trabalho desgastante e desnecessário, mas não podemos deixar que as maravilhas tecnológicas e as conjunções da vida urbana nos impeçam ou nos desestimulem de trabalhar, de fazer, de ir em direção às coisas, às pessoas e circunstâncias que nos são importantes e nos dão prazer. Porque podemos sim deixar de fazer muitas coisas por cansaço ou praticidade, mas a diferença é uma só: ou você faz ou você não faz, e não interessam seus motivos, suas razões ou qualquer desculpa como a velha “não faço porque também não fizeram”. Porque no final das contas, tudo estará reduzido ao que você fez ou ao que você deixou de fazer. Uma diferença mínima, mas que altera toda a sua vida.


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