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Fracasso: O Grande Tabu dos Tempos Modernos

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A “modernidade” na maioria das vezes é sentida e interpretada positivamente com características de evolução, crescimento, tecnologia, transformação e tantos outros adjetivos revestidos de algo futurístico.

Afinal, se é moderno é bom… Muitos pensam assim. Mas convém desconfiar de algo tão bom e promissor. Alio esse “conselho” ao ditado ensinado com muita afirmação e conhecimento daquelas pessoas que colecionam primaveras…“quem muito dá, muito quer”.

É só fazer uma simples pergunta… Hoje você tem tempo?

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A maioria das pessoas responderia que isso é coisa do passado, ter tempo é algo irreal nos tempos modernos. Se o “ter tempo” não é algo aceito, dirá o fracasso.

Parece que a tal modernidade “abafou” características humanas, pois não são “aceitáveis” sentimentos como tristeza, desânimo ou cansaço, mesmo que sua passagem seja breve.  Tais características hoje em dia tem outro nome: são doenças, não mais estados de espírito.

Talvez a modernidade queira apresentar sua mais nova evolução: os medicamentos. Já repararam que hoje em dia tem remédio para tudo?

Menos pro bom senso, pra sabedoria, conhecimento, muito menos para a própria reflexão, para consciência e auto aceitação. Talvez porque a modernidade exige e tem pressa, ela quer “tudo pra ontem” e refletir requer tempo, e o tempo como há pouco disse virou coisa do passado.

Assim, medicamentos camuflam características humanas, problemas sociais, familiares ou profissionais. Chegam até nós com a promessa imediata, da liberdade das próprias dores e o fracasso vira um tabu onde não é permitido, citá-lo numa roda de amigos sem sentir-se inferiorizado.

Penso que mesmo com a tirania de uma sociedade capitalista, competitiva e imediata, o fracasso não merece ser camuflado, pois ele tem sua mensagem subliminar que muitas das vezes nos proporcionará o desenvolvimento e aprendizado de outras situações que a vida colocará a nossa frente.

Mas nem todos pensam assim, talvez porque para ver assim é preciso um mais de esforço. Para muitos, ver o fracasso como uma ponte e não uma parede requer reflexão, entrega e disposição para conhecer a si próprio, seja pela elaboração solitária e subjetiva da própria experiência ou com a ajuda de um profissional, através da psicoterapia.

A oportunidade oferecida ao indivíduo pelo ambiente terapêutico proporciona ao mesmo a possibilidade de narrar sua história e assim encontrar sentido em sua experiência, fazendo com que se perceba como um ser humano responsável e também capaz de lidar com sua própria vivência dolorosa.

Desta forma, o fracasso tenderá a não mais paralisá-lo diante à vida e suas infinitas possibilidades, agora o mesmo abre caminho para uma posição mais amadurecida e resiliente que amplia a visão dos problemas  e também a forma de enfrentá-los.

Por isso penso que podemos aprender muito com o fracasso, mas você tem tempo?

→ Obs: O material deste texto é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.


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