Home Bem-estar Henry Sobel: A urgência do viver – Quão logo é tarde demais?

Henry Sobel: A urgência do viver – Quão logo é tarde demais?

3 min de leitura
3
1

Esperamos demais para fazer o que precisa ser feito, nem mundo que só nos dá um dia de cada vez, sem nenhuma garantia do amanhã. Enquanto lamentamos que a vida é curta, agimos como se tivéssemos à nossa disposição um estoque inesgotável de tempo.

Esperamos demais para dizer as palavras de perdão que devem ser ditas, para pôr de lado os rancores que devem ser expulsos, para expressar gratidão, para dar ânimo, para oferecer consolo.

Esperamos demais para ser generosos, deixando que a demora diminua a alegria de dar espontaneamente. Esperamos demais para ser pais de nossos filhos pequenos, esquecendo quão curto é o tempo em que eles são pequenos, quão depressa a vida os faz crescer e ir embora.

Esperamos demais para dar carinho aos nosso pais, irmãos e amigos. Quem sabe quão logo será tarde demais?

Esperamos demais para ler os livros, ouvir as músicas ver os quadros que estão esperando para alargar nossa mente, enriquecer nosso espírito e expandir nossa alma.

Esperamos demais para enunciar as preces que estão esperando para atravessar nossos lábios, para executar as tarefas que estão esperando para serem cumpridas, para demonstrar o amor que talvez não seja mais necessário amanhã.

Esperamos demais nos bastidores, quando a vida tem um papel para desempenharmos no palco. Deus também está esperando – esperando nós pararmos de esperar. Esperando nós começarmos a fazer agora tudo aquilo para o qual este dia e esta vida nos foram dados.

Henry Sobel –  trecho do pronunciamento do Rabino sobre a passagem do Yom Kipur – Dia do Perdão -, que antecede a entrada do Ano-Novo judaico – enviada em 1998

 


Publicidade


Carregar mais posts relacionados
Carregar mais em Bem-estar

3 Comentários

  1. L.S. Alves

    7 de abril de 2009 at 11:14

    Sempre respeitei esse cara. E esse texto só vem reforçar o meu respeito. Pelo menos tenho a certeza de que não estou esperando pra ser pai. Isso é algo em que me empenho muito mesmo.
    Um abraço moça.

    Reply

  2. Um Dia Desses

    9 de abril de 2009 at 18:45

    Nossa! Esse primeiro parágrafo é demais. Ele resume o texto,a vida e a forma de como compreendemos as coisas. Conhecer e saber não nos torna capazes de sentir e entender. Se conseguisse-mos apenas entende-lo e aplica-lo, todo o restante viria naturalmente.

    Abraços.

    Reply

  3. Oliver Pickwick

    14 de abril de 2009 at 6:07

    Carpe diem. É uma boa filosofia de vida. Quase sempre não costumo esperar, mesmo porque sou impaciente.
    Este artigo está repleto de verdades.
    Um beijo!

    Reply

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *