Ilusões

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Por Sah Elizabeth

Foto de Andre Carvalho,Brasil

Eu vi cada uma de minhas ilusões rolar escada abaixo. Como bolas de vidro elas caíram, encontraram o chão, e não resistindo ao impacto, quebraram-se. Ainda posso ouvir o som dos cacos estilhaçando-se…

Eram sonhos de vidro.

Ao longe, ouço uma voz dizer: Fique feliz! Dê adeus às ilusões! Mas me sinto triste por ter perdido meus ‘brinquedos de mentira’. Eram essas mentiras, frágeis realidades, que me mantinham entretida, distraída de mim mesma e da realidade concreta.

Agora, preciso me acostumar com a dureza leveza de não carregar tantos ‘sonhos de vidro’… Do alto da escada, me acostumo à idéia de não mais brincar, ao mesmo tempo em que observo ao meu redor para encontrar as bolas inquebrantáveis – os sonhos de verdade! Ou quem sabe, descobrir escondidas num bolso, as esperanças sinceras, meus brinquedos legítimos que larguei um dia qualquer, por me encantar com o falso brilho das esferas de vidro.

Onde estão guardadas minhas mais doces esperanças?

Quais sonhos irão nascer?

Devo sonhar de novo?

Creio que sim… Já que sonhar é prerrogativa de viver.


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