Home Bem-estar Saúde Entenda porque o inverno pode piorar o dia a dia de quem tem dermatite atópica

Entenda porque o inverno pode piorar o dia a dia de quem tem dermatite atópica

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Hábitos de períodos mais frios, como banhos quentes e demorados, prejudicam hidratação da pele e podem contribuir para crises da doença

dermatite atopica

A chegada das baixas temperaturas exige cuidado redobrado dos pacientes com dermatite atópica, doença inflamatória crônica causada por uma resposta exagerada do sistema imunológico ao contato com um elemento irritante ou alérgeno, chamada de Inflamação tipo 21-3.

Esse processo inflamatório nas profundas camadas da pele também reduz a função da barreira cutânea, responsável por fazer a manutenção da água no organismo4. Com isso, os pacientes já costumam perder mais água do que o normal. Hábitos típicos do frio, como banhos mais quentes e demorados, ressecam ainda mais a pele, deixando-a mais desprotegida e suscetível ao contato com elementos irritantes e consequentes crises da doença.

Por conta dessa característica da dermatite atópica, o cuidado mais básico e indicado para todos os casos, de leves a graves, é a hidratação, que promove a umidificação da camada mais externa da pele estabilizando sua função como barreira protetora4.

Ainda por causa da secura da pele, é importante que o paciente tome banhos rápidos, evite água quente e faça pouca aplicação de sabonete, usando sempre produtos específicos para peles sensíveis e atópicas, de preferência sem fragrâncias e corantes4.

Além das medidas de cuidados básicos, o médico pode ainda receitar tratamentos tópicos, orais ou sistêmicos, incluindo corticoides, conforme a gravidade da doença aumenta. Entretanto, alguns pacientes não respondem a terapias tópicas ou não têm recomendação para utilizá-las. Neste cenário, o arsenal terapêutico, até o ano passado, era limitado para o tratamento eficaz e seguro a longo prazo, principalmente no caso de pacientes adultos que convivem com a doença por muitos anos, em geral por mais de 25 anos, e representam a maior população de pacientes graves5.

 

 

Referências

1. Eichenfield et al. Guidelines of Care for Atopic Dermatitis. J Am Acad Dermatol. 2014;70(2):338-51.

2. European Dermatology Forum. Guideline to treatment. Available at: http://www.euroderm.org/edf/index.php/edf-guidelines/category/5-guidelines-miscellaneous?download=36:guideline-treatment-of-atopic-eczema-atopic-dermatitis. Accessed December 2016

3. Gelmetti and Wolleberg. Atopic dermatitis- all you can do from the outside. Br J Dermatol. 2014;170 Suppl 1:19-24.

4. Castro APM, et al. Guia Prático para o Manejo da Dermatite Atópica – opinião conjunta de especialistas em alergologia da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia e da Sociedade Brasileira de Pediatria. Rev. bras. Alerg imunolpatol 2006; 29(6):268-82.

5. Ortiz de Frutos FJ. New horizons in the treatment of atopic dermatitis. Allergol Immunopathol (Madr). 2002 May-Jun;30(3):134-40.

6. Simpson et al. Two Phase 3 Trials of Dupilumab versus Placebo in Atopic Dermatitis. N Engl J Med. 2017 Mar 6;376(11):1090


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