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Saiba como passar 24h com a família longe de conflitos

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Nos últimos 10 anos, houve um grande aumento no número de solicitações de divórcios, um crescimento que representa 160% comparado há anos anteriores.

Em 2020 já se espera que a taxa continue em aumento, por conta da Pandemia do Coronavírus, que causou o isolamento, mostrando à jovens casais grandes diferenças de pensamento e aumento nas discussões diárias.

A psicóloga Samira Brito, especialista em relacionamentos conta que estar 24h ao lado do marido/esposa pode parecer um grande desafio. A rotina, que antes era em boa parte individual (trabalho e outros compromissos) de repente passou a ser do casal, sem aviso prévio, sem nenhum tipo de preparo. Uma nova rotina, sem opção de escolha.

Inclusive por conta do trabalho que teve de ser adequado a rotina Home Office, uma forma de trabalho a distância, porém se os dois trabalham no mesmo período, quem toma conta dos filhos já que as escolas estão fechadas?

A Personal Treiner Camila Souza, 47, conta que no primeiro mês de isolamento pensou que o casamento de 12 anos não resistiria as brigas.

“Estávamos sempre brigando para saber quem deixaria o trabalho de lado para fazer o almoço, para ajudar a Ana (filha) nas aulas online. Quando chegava aos finais de semana não víamos diferença e o convívio foi sendo desgastado, tivemos que sentar e conversar para saber como mudaríamos isso antes que acabasse com nosso relacionamento”.

Samira fala um pouco sobre os principais desafios encontrados pelos cônjuges que à procuram:

  1. Conviver com as diferenças: encontrar o marido/esposa após um longo dia de trabalho ou curtirem juntos o final de semana parece prazeroso, não é? Mas o ‘não ter o que fazer’ tem mostrado aos casais que eles são mais diferentes do que imaginavam. Pensamentos, comportamentos, manias. Tudo de aflora com a convivência 24h.

  2. Dificuldades que viviam antes da pandemia foram intensificadas: o casal estava habituado a passar por cima, a não resolver, mas se viram ‘obrigados a resolver’. Porém, não tinham habilidades para isso e optaram pela separação. Não foi a pandemia que separou, foram os problemas não resolvidos antes dela.

  3. Assumir papéis que antes eram delegados: o casal se viu sem escola, sem babá, sem funcionária do lar e ainda em homeoffice. Essa situação exigiu que as tarefas fossem divididas, o que gerou cobrança em cima daquele cônjuge que contribuía menos para as atividades domésticas.

  4. Carga mental sobre a mulher: as tarefas em casa foram divididas, o marido começou a contribuir mais com os cuidados do lar, porém a mulher continua sendo cobrada tanto na casa, quanto nos filhos, e ainda precisa trabalhar. Tudo aquilo que sai do eixo, na maioria das vezes é ela quem volta para o lugar.

  5. Vida financeira: o rendimento da família reduziu, veio a incerteza do amanhã, dos planos, de como manter as despesas. Questões que abalam o estado emocional dos casais, principalmente nas relações em que um dos cônjuges era o mantenedor, e se viu com a renda reduzida.

Porém por mais complicado que pareça encontrar um meio termo durante essas discussões, você pode analisar alguns tópicos e salvar o relacionamento que um dia tanto te fez bem.

 

Samira diz que são apenas 5 tópicos de análise do relacionamento para saber o desfecho que ele irá ter. Eles são:

1. Foco nas semelhanças: o que o casal tem em comum? Tudo o que o cérebro põe foco, intensifica. Quer diminuir as diferenças? Então volte o seu olhar para as semelhanças. Use as diferenças como um aprendizado de um para com o outro.

2. Incluam atividades prazerosas na rotina diária: o que é possível fazer em casa, com o casal e toda a família para gerar bem-estar? Tenham uma listinha com essas atividades prazerosas.

3. Dia do casal: escolham um dia da semana (ou vários) para aproveitarem a companhia um do outro. Se arrumem, cozinhem juntos, assistam filmes, conversem sobre assuntos aleatórios (nada de falar sobre problemas do casal, dos filhos ou do trabalho). De preferência, sem os filhos. Coloquem para dormir, mas se não for possível sem eles, tudo bem! É a realidade. Só não deixem de aproveitar. E terminem a noite com um bom sexo.

4. Conversem: sobre o que precisa ser melhorado ou desenvolvido na relação. Escutem um ao outro e estejam abertos a adaptarem os comportamentos quando necessário.

5. Façam planos: Samira, está tudo tão incerto! Está, mas os planos podem existir, para que o casal caminhe em direção deles. Tenham plano A, B, C e quantos forem necessários. Mas tenham!

São 6 meses de pandemia, muitas relações desfeitas. Você pode escolher não fazer parte dessa estatística.


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