Home Amor Por que Eu Sempre Me Decepciono Com O Outro?

Por que Eu Sempre Me Decepciono Com O Outro?

6 min de leitura
0
1

A pirâmide de Maslow, conceito utilizado até hoje para demonstrar as necessidades básicas do ser humano, inclui as necessidades sociais e de estima.

Freud através da Psicanálise também teoriza que muitos sintomas estão relacionados a falta de afeto que ocorreram especialmente na infância.

Ou seja, todos nós precisamos de cuidado e amor.

A questão que acaba por estremecer as relações, em sua grande maioria, está em qual fonte buscar suprir essa necessidade, principalmente na dependência afetiva.

Considerando a premissa de que sempre estamos em busca de nos satisfazer afetivamente, entendemos que se não formos capazes de produzir nosso próprio autocuidado e amor, então buscaremos outro meio para tê-lo, ou seja, através das pessoas.

Eis o grande problema:

Quando a única fonte de afeto é externa, damos espaço para o sentimento constante de insatisfação e infelicidade, porque nem sempre as outras pessoas poderão corresponder a medida da sua necessidade, pois elas também têm suas próprias para satisfazer.

Além disso, o outro é o outro, você é você, cada um de nós tem seu próprio jeito de funcionar, e por mais que expliquemos minimamente ao outro o que queremos, ainda assim, ele não será tão capaz de corresponder, porque muitas vezes as necessidades de cuidado e amor deste outro, são diferentes das suas.

A vida deste que depende, se equipara a uma grande montanha russa, sempre entre altos e baixos, entre expectativas e frustrações, porque seu estado emocional sempre estará a mercê do que o outro oferece, do que faz ou deixa de fazer.

E como resolver isso:

A melhor forma de resolver isso, é aprender a ser a própria fonte de amor e cuidado.

Isso não quer dizer que devemos nos privar de dar e receber afeto das pessoas das nossas vidas, muito pelo contrário, como dito lá em cima, necessidades sociais são essenciais para a sobrevivência do ser humano, segundo a pirâmide de Maslow.

Então se trata de estar aberto para as trocas de afetividade com as pessoas, mas tomar cuidado para que está não seja a única forma de satisfação.

Quando somos capazes de nos cuidar e nos amar, ficamos menos suscetíveis a frustrações, porque não precisamos criar expectativas e tampouco esperamos que o outro faça algo por nós, que nós já não podemos fazer por conta própria.

Quando não dependemos do tratamento alheio para ficar bem, nossa vida tende a ser mais tranquila e emocionalmente estável, e consequentemente aumentando as chances de sucesso em nossos projetos pessoais.

E o melhor de tudo, se você consegue ficar bem sozinho (a), é improvável que se submeta a algum tratamento que considere inferior à o que você considera merecer.

Então a tendência é de se relacionar com pessoas que possam realmente agregar e somar.

Vale lembrar que, relacionamentos saudáveis, são aqueles que as pessoas estão ali para melhorar o que já está bom.

A conclusão desse resumo é que, se você espera muito das pessoas e acaba sofrendo com isso, é provável que na verdade, talvez você esteja precisando mais de si mesmo (a).

Artigo da Psicóloga Aline Quintino – CRP 06/164211

Contatos:
11 9 9985-8332
Facebook e Instagram @psialinequintino


Recomendados

livros recomendados - lista amazon

Comentário(s)

Carregar mais posts relacionados
Carregar mais em Amor

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja Também

Água, sabão e amor: Madre Teresa dá o exemplo de imunidade emocional

Saiba porque é importante focar em coisas boas e como ter a proteção necessária para garan…